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Nº 1737

15-05-2002

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Jorge Adelino

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BRIOSA NA 1ª !!!

Era assim que O Castanheirense apresentava a 1ª Página do número 1725 de 15 de Maio de 2001.

Na altura, e porque não queríamos ser acusados de "bruxos" escrevíamos "Oxalá possamos festejar para o ano, com o Fernando Pompeu, a subida da Briosa ao seu lugar no futebol português, que é a 1ª Divisão". Mas já sabíamos que este resultado era fatal como o destino. É que a competência aliada a um amor à Briosa da dimensão do Universo não poderia ter outro desfecho.

Sabemos que esta vitória é de toda a equipa, jogadores, técnicos e dirigentes, no entanto, como castanheirenses que somos, temos de enviar por esta via um grande abraço de parabéns ao Fernando, e já agora também, fazendo votos que desta vez a Académica venha como a Toyota, para ficar!

Se há alguém que o possa conseguir é o Pompeu!!!

EPITÁFIO PARA UM HOMEM SIMPLES

Se está aí, num qualquer lugar desse Além em que tão convictamente acreditava, estas linhas, escritas um pouco a destempo, são para si, Padre Aníbal.

Quanto admirava, Pe. Aníbal, a sua determinação, a sua tenacidade, o seu espírito de servir uma causa em que sempre acreditou, na sua postura de Homem simples do povo. Manter um pequeno jornal numa freguesia tão humilde, durante décadas, já é obra mas fazê-lo chegar a todos os cantos deste mundo dos vivos só de um vulto determinado, um Homem com vontade de ferro.

Vem-me de repente à memória um dos nossos encontros naquela tarde em que este gosto pelas "coisas" da região e dos jornais nos levaram até à freguesia da Graça em reportagem por conta de um pai que injustamente terá morto o próprio Filho. Lembra-se, Pe. Aníbal, de nos sentarmos, depois das diligências jornalísticas, ao redor da tosca mesa de pinho da taberna?

Dois copinhos de alvaraço da região sobre a mesa para apagar a sede e uma saca de sarja azul, apertada por um cordelinho branco de onde o Pe. Aníbal tira a "tranca da barriga": Metade de uma boroa de milho, um chouriço de lombo e um pedaço de toucinho cozido.

-Que merenda gostosa, Pe Aníbal, está lembrado?

Era assim o Padre Aníbal Coelho simples como a terra que o viu nascer e morrer, o Nodeirinho, onde ainda com ele privámos já afastado da sua paróquia mas nunca do seu jornal " A Voz da Graça ".

Procuraremos, cá em baixo, manter viva a chama desta imprensa regional a que dedicou grande parte da sua vida.

Adeus e até Sempre, Padre Aníbal.

2002. Maio

Jorge Carvalho David