Viriato Graça Oliva

 

Nasceu no lugar do Torno, em Castanheira de Pêra, há 63 anos.

Cedo foi procurar ganhar a vida para Lisboa, e aos 11 anos já trabalhava no comércio. Fruto do seu labor e espírito empresarial, fundou a empresa Tulipa Negra, em Loures, dedicando-se à importação e comercialização de artigos decorativos.

Logo que a sua vida empresarial estabilizou começou a olhar com outros olhos a sua terra natal, Castanheira de Pêra.

Adquiriu a Quinta dos Esconhais de Cima, pertença da família Cepas, melhorando-a com obras de grande vulto, e que batizou de Quinta de Santo António, onde vinha passar grande parte dos fins de semana e períodos de férias.

Pessoa de grande generosidade, Viriato Graça Oliva era um homem preocupado com o seu semelhante. A estrutura da sua empresa em Loures, com todas as funcionalidades sociais para os empregados é bem prova disso. Foi também a suas expensas que o Lar de Idosos da Santa Casa de Misericórdia instalou o aquecimento central. Para os utentes deste Lar, Graça Oliva ofereceu também um espectáculo com Amália Rodrigues. Era um homem prestável até aos seus limites, sendo muitas as pessoas e instituições do concelho que lhe devem favores da mais variada natureza.

Em 1989 concorreu à Presidência da Câmara Municipal de Castanheira de Pêra, que ganhou por um voto, conseguindo para o PSD a primeira vitória eleitoral de sempre no concelho de Castanheira de Pêra.

No seu mandato deu grande relevo ao saneamento básico, tendo dotado grande parte do concelho com rede de esgotos. As piscinas municipais, no Valseá, foram igualmente projectadas e construídas no seu mandato. Não conseguiu concretizar o seu grande sonho de tornar Castanheira de Pêra num concelho turístico, já que não conseguiu o segundo mandato, mas o futuro veio-lhe dar razão, provando que a aposta no Turismo é o caminho a seguir.

É de justiça referir que Graça Oliva doava o seu vencimento como Presidente da Câmara a obras de caridade.

Outra faceta importante da sua vida foi o Desporto, com a arbitragem em particular. Um acidente com um tractor quando cuidava da sua Quinta de Santo António veio de certa maneira refrear uma carreira brilhante como árbitro de futebol, iniciada em 1966, sendo dos poucos árbitros nacionais a ostentar as insígnias da FIFA. Foi posteriormente monitor e conselheiro de arbitragem junto da UEFA e da FIFA.

A DªFernanda Oliva, que sempre o acompanhou ao longo da sua vida, desenvolvia igualmente a sua actividade profissional na Tulipa Negra. Em Loures promovia actividades de caridade, sendo pessoa de grande sensibilidade artística, com alguma obra feita no campo da pintura e artes decorativas. Contava 61 anos de idade.

Em 9 de Março, Sexta-feira, como fazia quase todas as semanas, rumou de Loures para Castanheira de Pêra, na companhia de sua mulher, tendo combinado com o filho Paulo encontrarem-se em Pombal, no Manjar do Marquês. Um acidente na auto estrada, inexplicado até agora, roubou-lhes a vida. Fruto das circunstâncias do acidente, o veículo não ficou visível até ao dia 14. Neste espaço de tempo foi grande a angústia da família e amigos, já que não se sabia onde estaria ou o que teria acontecido ao casal.

O Funeral realiza-se amanhã, dia 16.

O Castanheirense endereça por este meio a todos os amigos e familiares do casal desaparecido, em especial aos filhos Paula, Luís e Paulo Graça Oliva, com quem se solidariza nesta hora de sofrimento, os mais sentidos pêsames.

 

PAZ ÀS SUAS ALMAS

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