Percursos Pedestres - PR3 - Rota dos Neveiros

Nas encostas despidas de vegetação, o manto branco confirma a anunciada nevada.

Corre o ano de 1780, com D. Maria I ao leme dos destinos da Nação. Aos primeiros instantes da alvorada, o frio que rasga o interior das casas denuncia uma jornada de trabalho árduo. Nas encostas despidas de vegetação, o manto branco confirma a anunciada nevada. É tempo de reunir os neveiros e as alfaias, não esquecendo de abastecer os alforges com o pouco que houver na cozinha. Apertamos as botas, ajeitamos o serrobeco que cobre as costas e fazemo-nos ao caminho, rumo ao Cabeço do Pereiro.

Pronto para uma viagem no tempo?

 

O percurso, linear, inicia-se no Coentral Grande, junto ao Largo do Vidoiro.

Imergindo pelo interior da aldeia, ressalta a vista a utilização do granito da Safra no património construido, com algumas cantarias a apresentarem inscrições seculares. Por entre árvores monumentais, sábias guardiãs das memórias dos neveiros, transpomos a estrada, entrando no caminho murado. Aqui e ali, encrustadas no granito, pequenas alminhas confirmam a importância e antiguidade do trilho. Após as Almas Cimeiras, guardadas por dois gigantes, o caminho estreita. Rodeados por um vasto manto camuflado que floresce a cada primavera, criando uma paleta multicolor divinal, a altitude vai relevando uma vista privilegiada sobre o território.

A medida que o trilho faz relembrar a dureza da viagem para cada jornada de trabalho na recolha e acondicionamento da neve, alguns exemplares de carvalho-alvarinho e carvalho-negral anunciam a aproximacao ao destino. Junto a curva pronunciada, vestigios de uma antiga mina fundem-se com a natureza. Alcancando o afloramento rochoso e um nivel aplanado, com vista magistral sobre o altar-mor da Serra da Lousa e paisagem que se estende para alem dele, o bosque denso compoe a cortina que encobre o palco principal, coincidente com o ponto de chegada.

 

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